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Cemitérios do DF têm apenas 1,8% de espaço livre

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Túmulo na calçada no Campo da esperança - Foto: Oswaldo Reis

Dois dos seis cemitérios da capital estão completamente lotados. Corpos de pessoas pobres são exumados para desocupar covas

A cada dia, os cemitérios do Distrito Federal chegam mais perto da lotação máxima. Do total de 2,49 milhões de m² destinados a empreendimentos do tipo na capital, apenas 45 mil m² estão livres. Ou seja, 1,8% do total.

O Governo do Distrito Federal determinou, nesta terça-feira (2), a criação de um grupo de trabalho para avaliar a instalação de novos cemitérios no DF. A equipe terá 90 dias para apresentar um plano sobre o tema.

Enquanto uma solução não chega, corpos já enterrados nas unidades da capital estão sendo exumados para dar lugar a novos ocupantes. Em março, o Diário Oficial do DF trouxe uma lista com a identificação de 381 cadáveres que passariam pelo processo de exumação no cemitério de Taguatinga.

Segundo a empresa Campo da Esperança, que administra os seis cemitérios da capital, dois já não possuem qualquer espaço para sepultamentos: Taguatinga e Gama. Somadas, as unidades possuem área de 744 mil m². No entanto, todo esse espaço já está ocupado.

Cemitério de Taguatinga – Foto: Oswaldo Reis

Nos outros quatro cemitérios da capital, a situação também é preocupante. Confira abaixo:

  • Planaltina: 0,6% de espaço livre. Lotação máxima em 6 meses;
  • Asa Sul: 1,9% de espaço livre. Lotação máxima em 2 anos;
  • Brazlândia: 3,9% de espaço livre. Lotação máxima em 6 anos;
  • Sobradinho: 6,4% de espaço livre. Lotação máxima em 7 anos;

A empresa afirma que, ao todo, são 490 mil pessoas enterradas nos seis cemitérios que administra. Por mês, são realizados 950 novos sepultamentos na capital, número 10% maior que a média de 2002.

Exumações

Para lidar com a situação, a Campo da Esperança tem realizado a exumação de corpos enterrados na área social – destinada ao sepultamento de pessoas pobres, que não têm condições para custear o enterro.

A prática, realizada principalmente no cemitério de Taguatinga, é prevista em lei pelo decreto 20.502, de 1999. Segundo a norma, a exumação pode ser feita depois de cinco anos, no caso de cadáveres adultos, e de três anos, em casos de crianças.

Segundo a Campo da Esperança, “o procedimento é feito de acordo com a legislação e foi desenhado juntamente com o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, a Secretaria de Justiça do DF e a Procuradoria-Geral do DF”.

Grupo de trabalho

A criação do grupo de trabalho para tratar do tema no GDF foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (2). A equipe, formada por quatro integrantes titulares e quatro suplentes, tem 90 dias para “apresentar relatório contendo a proposta de locais passíveis de ocupação e construção de novos cemitérios”.

A Secretária de Justiça e Cidadania do DF (Sejus) informa que o grupo de trabalho vai solicitar à Agência de Desenvolvimento do DF (Terracap) a indicação de áreas onde os cemitérios podem ser construídos.

Em seguida, deve ser iniciado um processo de licitação para a concessão dos espaços. Uma das possibilidades analisadas é também a ampliação do cemitério da Asa Sul.

Fonte: G1

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