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Caiado garante: pesca em Goiás não será proibida

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Foto: Divulgação

“Não houve essa possibilidade e não houve texto divulgado pela secretaria nem pelo governo”, alega a assessoria

Um texto atribuído a secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), que falava sobre uma decisão do governo em proibir a pesca em Goiás por tempo indeterminado, vazou na segunda-feira (18), para imprensa. No texto referia a uma portaria de número 79/2020 e que não foi negada pela Assessoria de Comunicacao da própria SEMAD e nem do governo.

A divulgação da portaria por vários meios de comunicação só veio a ser esclarecida e negada pelo próprio governador Ronaldo Caiado (DEM). Em uma live na segunda-feira (18), respondeu à pergunta da prefeita de São Miguel do Araguaia, Azaide Donizetti Borges (PSC) que não havia decreto sobre esse tipo de proibição.

O texto chegou à equipe do Repórter Independente, com declarações da secretária e detalhes técnicos da medida que seria tomada. A reportagem tentou por várias meios, telefônico e eletrônico, averiguar a autenticidade do texto, mas não houve nenhuma manifestação do governo até a divulgação do texto. O que apuramos é que houve forte pressão de prefeitos da região do Rio Araguaia e de deputados estaduais, o que teria feito o governo demover do decreto que seria publicado.

O governo diz sequer estuda essa possibilidade e nega também ter havido qualquer pressão relacionada ao tema. “A Piracema, época que a pesca é suspensa, já terminou”.

Foto: Divulgação

SOBRE O DOCUMENTO

O documento, que chegou a ser divulgado pela imprensa, afirmava que havia sido determinado, por meio de portaria assinada pela secretária Andréa Vulcanis, a proibição da pesca, com intuito de evitar aglomerações [por causa do novo coronavírus]. Era vedado, ainda, o trânsito de embarcações fluviais, com as finalidades de esporte, lazer e pesca, em todas as bacias hidrográficas do Estado.

Durante a live do governador Ronaldo Caiado, também na segunda-feira, a prefeita Azaide Donizetti Borges (PSC), de São Miguel do Araguaia, questionou sobre a proibição. O gestor estadual afirmou que o Rio Araguaia era de competência federal e que ela não precisava se preocupar. “Ela [a portaria] não existe. O rio é federal. Não está na minha gestão”, resumiu o democrata ao responder à prefeita, que questionava a veracidade do texto.

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